Atelier da Palavra

Vida é viver

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

E assim que o vento sopra, as folhas sacodem a vida. Chegou o Outono, estação onde os comboios apenas param por desconsolo – é a vida que morre.

E tu, que dizes?, quando a mente te engana com conversas bonitas, te seduz para te devorar como alguém que apenas é usado.

Sou teu, se me disseres que a vida que tu tens não será minha: só assim a vida é viver!

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A alma é a escultura

Outubro 28, 2009 · Deixe um comentário

Tudo é esculpido e nada sobra, tudo se renova em nós. Porque tudo é muito, porque nada sobra, nada fica de fora, nada não existe, tudo é tudo e tudo é preciso quando o escultor esculpe a alma, porque a alma é a escultura!

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Eu e tu

Outubro 26, 2009 · 1 Comentário

A rosa de pétalas de um puro branco ergue-se como uma borboleta esvoaçando no imenso; sou eu que a vejo e serei eu que a irei colher e colocar numa jarra na minha memória. Mais ninguém a verá – a rosa será assim eterna.

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Além do mundo

Outubro 25, 2009 · Deixe um comentário

E a fronteira entre o meu mundo e aquele outro que em ti vive, é aquela linha que ao longe vês, num horizonte de cinza. Apenas a fronteira será salva, nenhum de nós verá o futuro que existe para aquém de quem somos, porque apenas os outros, aqueles que não queremos se salvarão.

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Os homens da paz

Outubro 22, 2009 · Deixe um comentário

E a vida cavalgando no nosso corpo, e aos saltos a fronteira entre nós e os outros, cansada repousa, comendo cenouras. E tu que me dizes rapaz, sim, você que me lê, crie coragem, homem. Covardes são todos os outros, os que a vista alcança. Agora só a guerra pode lavrar, mas logo a terra por nós será semeada, depois de tudo o mais imperar.

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Limpidez asseada

Setembro 28, 2009 · Deixe um comentário

A roupa jogada ali, onde eu me queria, e tu, assim nua, límpida e asseada como um balde de lixívia, bebias-me a água toda;  limpaste-me a força, só fiquei eu e tu por cima deitada, como uma pena esvoaçando (a cada arfada).

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Ah, e ela

Setembro 27, 2009 · 1 Comentário

E a montra, vidro aberto para a intimidade da loja, para a obscuridade. Entrei! E o corpo, em movimentos iguais, chegou até ela e eu gemi-lhe: mais uma destas, por favor. E ela, ah como ela me atendeu, e eu, ah eu, como eu me vim de lá embora. Cá fora, olhei mais uma vez a montra, como que a recordar, tactei o vidro, mas este já não me mostrava a obscuridade, antes o reflexo de duas recordações iguais que segurava na mão, e de outras duas recordações que gotejavam dos meus olhos.

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A pedrinha de olhos sedutores

Setembro 26, 2009 · 1 Comentário

A pedra, pintadinha de um colorido que recordava o pôr-do-sol, queria lembrar-se do mar azul e falador, embora bastante monocórdico. Disse não se lembrar do que o mar lhe dissera, mas logo escutou a rebentação das ondas e desta vez disse que sim, que aceitava ir passear com ele, que tinha até muito gosto em o penetrar. O mar não gostou, detestou ouvir esta resposta e calou-se. Então a pedrinha, fêmea sabida, pavoneou-se no ar e lambeu a pele do mar, chupou-o, enfim, cumpriu o seu papel de fêmea (sedutora!).

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E o mundo

Setembro 25, 2009 · Deixe um comentário

E o mundo, a sombra feita luz do paraíso.

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A sombra

Setembro 22, 2009 · Deixe um comentário

As asas planam e o céu azul cândido é a luz; seremos a sombra das asas percorrendo a terra?

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