Atelier da Palavra

Como o mar

Maio 26, 2009 · 3 Comentários

Quando o mar é doce, e sabe a mel, a existência escorre pelas vidraças, deixando rastro, gotícula de vida. lambe-me as lágrimas, saboreia a  minha dor, que sabe a mel.

Categorias: Nuno Firmino

3 respostas até agora ↓

  • Mariana // Maio 30, 2009 às 8:34 am | Responder

    O mar…agora relembrei-me de um poema de Sofia de Mello Breyner Andersen que li à saída do Oceanário em Lisboa: “Um dia hei-de voltar..para viver os momentos que nao vivi ao pé do mar…”
    Quanta inspiracao esse mar nao nos dá…
    Beijinhos Nuno :)

  • Nuno Firmino // Junho 8, 2009 às 12:05 pm | Responder

    Considero que a poesia da Sophia é ela própria um oceano!

    Beijinhos Mariana…

  • Nuno Firmino // Junho 18, 2009 às 9:56 am | Responder

    Mariana, voltando a Sophia e ao poema sobre o mar que referiu. Esse lindíssimo poema está inserido no Livro Sexto, onde também está o seguinte:

    “As pessoas sensíveis não são capazes
    De matar galinhas
    Porém são capazes
    De comer galinhas.”

    Este poema marcou-me muito, e estou a transcreve-lo aqui por uma opção pessoal, porque ele apela à não hipocrisia dos sentimentos, se a pessoa é sensível e não gosta de ver morrer pelas suas próprias mãos um animal, então essa pessoa devia evitar alimentar-se de carne.

    Esta é também a minha opinião!

    Abraço todos os leitores

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