Quando o mar é doce, e sabe a mel, a existência escorre pelas vidraças, deixando rastro, gotícula de vida. lambe-me as lágrimas, saboreia a minha dor, que sabe a mel.
Quando o mar é doce, e sabe a mel, a existência escorre pelas vidraças, deixando rastro, gotícula de vida. lambe-me as lágrimas, saboreia a minha dor, que sabe a mel.
Categorias: Nuno Firmino
3 respostas até agora ↓
Mariana // Maio 30, 2009 às 8:34 am |
O mar…agora relembrei-me de um poema de Sofia de Mello Breyner Andersen que li à saída do Oceanário em Lisboa: “Um dia hei-de voltar..para viver os momentos que nao vivi ao pé do mar…”
Quanta inspiracao esse mar nao nos dá…
Beijinhos Nuno
Nuno Firmino // Junho 8, 2009 às 12:05 pm |
Considero que a poesia da Sophia é ela própria um oceano!
Beijinhos Mariana…
Nuno Firmino // Junho 18, 2009 às 9:56 am |
Mariana, voltando a Sophia e ao poema sobre o mar que referiu. Esse lindíssimo poema está inserido no Livro Sexto, onde também está o seguinte:
“As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas.”
Este poema marcou-me muito, e estou a transcreve-lo aqui por uma opção pessoal, porque ele apela à não hipocrisia dos sentimentos, se a pessoa é sensível e não gosta de ver morrer pelas suas próprias mãos um animal, então essa pessoa devia evitar alimentar-se de carne.
Esta é também a minha opinião!
Abraço todos os leitores