Enrolar o dedo no cabelo, sorrir como quem rapa o fundo da sobriedade e olhar o pairar do gavião. Depois dizer: Amo-te!, como quem afirma e sorrir de novo. Então as estrelas sobem mais alto no raiar do dia e desaparecem nessa verticalidade suspeita, e o sol desenrola-se pela altitude acima, estacando bem perante o nosso olhar, só depois a natureza, num instinto, te responde, eu te seguro e tu me permites o gesto, és agora quem eu sou e pensas o mesmo, que eu sou quem tu és, neste instante, nem eu nem tu existimos, só o amor se faz presente enquanto eu e tu vamos ao infinito de mãos dadas.
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